5 Motivos para investir em Educação Ambiental nas escolas

A lei nº 9.795/99 instituiu a PNEA – Política Nacional de Educação Ambiental de forma obrigatória em todos os níveis de ensino, devendo ser aplicada desde a educação infantil. Essa obrigatoriedade é de suma importância no ensino brasileiro, já que educação ambiental é uma ferramenta capaz de promover uma discussão interdisciplinar sobre o papel dos indivíduos em sua relação com a natureza. 

Apesar de ser reconhecida na legislação brasileira, a Educação Ambiental é muito deixada em segundo plano ou não é explorada em toda sua potencialidade. Esse cenário vai de encontro à tendência de tecnologias sustentáveis vistas atualmente, como energia fotovoltaica, neutralização de carbono e entre outras, que buscam formas de desenvolvimento sem comprometer o meio ambiente.

Além de contribuir para o desenvolvimento sustentável, a educação ambiental em escolas pode oferecer muitos benefícios que vão muito além da sala de aula. Veja aqui 5 motivos para investir nessa prática:

1: Possibilita ver na prática o impacto das mudanças de hábitos

A educação ambiental permite aos alunos ter uma postura ativa no processo de aprendizado. Por meio de vídeos, fotos ou saídas de campo para ambientes como parques, rios e mar, é possível estimular a percepção do impacto, tanto positivo quanto negativo, das ações humanas nesses ambientes. Atividades interativas e exemplos práticos, são fundamentais para que criança e/ou adolescente se veja como parte do ambiente em que vive e reconheça sua responsabilidade em torná-lo um lugar melhor. Para exercitar a educação ambiental, atividades como trabalhos, apresentações e elaboração de cartazes ajudam a fixar os conhecimentos adquiridos e colocam o aluno como protagonista no estudo sobre as questões ambientais.

2: Promove a Interdisciplinaridade

Apesar de muitas vezes a educação ambiental ser tratada como um assunto ligado  à disciplina de biologia, todas as disciplinas encontram-se relacionadas às questões ambientais e podem contribuir para que ela seja trabalhada de forma mais completa.

“Como as questões ambientais aparecem na história?” , “Como a matemática pode ser vista na natureza?”, “Como nossa comida influencia o meio ambiente?”, esses são alguns questionamentos que a educação ambiental pode propor para que essa prática seja explorada em toda sua totalidade e indo além de conceitos engessados que acabam se tornando desinteressantes para os alunos.

3: Integra a comunidade

Havendo possibilidade, podem ser  promovidas ações em prol do meio ambiente que envolvam toda comunidade escolar, incluindo os pais, professores e demais funcionários. Horta na escola, feira de ciências, oficinas e plantio de mudas, são algumas maneiras de levar a educação ambiental além dos alunos, permitindo uma rica troca de experiência entre a comunidade e estreitando a relação entre família e escola.

4: Desenvolve responsabilidade socioambiental

A partir do que está sendo ensinado, a Educação Ambiental estimula o pensamento crítico nas crianças e/ou adolescentes. A reflexão acerca das questões ambientais motiva os alunos a agirem e tomarem iniciativa de fazer algo a partir do que foi ensinado. O desenvolvimento da responsabilidade socioambiental é muito importante para formação de cidadãos conscientes do seu papel na sociedade. Dessa forma, a educação ambiental pode ir além e incentivar os alunos a desenvolverem projetos que oferecem soluções para problemas ambientais na sua comunidade.

5: Diferencial no mercado

É crescente entre os responsáveis, a busca por escolas com uma grade curricular diversificada. Nesse cenário, a Educação Ambiental além de seguir a obrigatoriedade prevista na legislação brasileira, também é capaz de destacar uma escola das demais no mercado. Ao trabalhar diretamente as questões ambientais em seu dia-a-dia, a instituição de ensino deixa claro seu compromisso em formar cidadãos responsáveis e conscientes do seu papel na natureza.

Como você pode ver, os benefícios da Educação Ambiental para uma escola vão muito além do que o ganho ambiental, já que ela também contribui para o desenvolvimento dos alunos e garante um diferencial para a instituição frente às demais. Cabe ressaltar, que para atingir toda a sua potencialidade, a educação ambiental deve ser desenvolvida por profissionais qualificados e precisa levar em consideração as particularidades de cada público-alvo. 

A Âmbar conta com um time pronto para levar a Educação Ambiental para sua escola! Entre em contato conosco para saber mais sobre. Não se preocupe, também realizamos esse projeto de forma adaptada e personalizada para empresas em geral com variados públicos-alvos. 

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Hoje é o Dia Mundial da Água!

Eis algumas curiosidades sobre a água no Brasil:

 

A perda na distribuição de água tratada no Brasil é alta?

Verdade, a média nacional de perda de água na distribuição é de 38,1%, ou seja, a cada 100L que a estação de tratamento de água trata, 38,1L são perdidos durante o caminho até as nossas residências.

 

Por que o Brasil não dessaliniza água do mar para consumo em lugares onde há escassez?

O processo de dessalinização já é uma tecnologia dominada e usada em muitos países mas ainda existem no Brasil alternativas mais baratas para esses cenários. Explorar a água do subsolo e caminhões pipa são soluções mais condizentes com o orçamento brasileiro.

 

Posso beber a água da chuva?

Não. A água da chuva absorve muitas partículas nocivas que estão presentes na atmosfera durante seu trajeto até a superfície, tornando-a imprópria para consumo. Além disso, ainda que ela fosse limpa, ela não se enquadraria como potável pela Portaria 2914 do Ministério da Saúde, que dispõe sobre o padrão que precisa ser atendido para que a água seja utilizada para consumo humano.

 

As crises hídricas, cada vez mais comuns no Brasil, são causadas pela falta de chuva?

Historicamente, existem períodos de abundância e falta de chuva, independente da interferência humana. É competência dos gestores públicos promover uma gestão eficiente da água de tal forma que nos períodos de escassez a população não seja prejudicada, porque o abastecimento público é sua principal prioridade. Antes de mais nada, a falta de chuva expõe uma administração falha na gestão da água e provando que até o país com a maior reserva de água no mundo precisa se preparar para a falta dela.

 

Revisão: Professora Iene Christie Figueiredo, do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (DRHIMA) da Escola Politécnica (POLI/UFRJ)