Carnaval Sustentável é possível?

Para muitos brasileiros, a época do carnaval é sem dúvida uma das melhores do ano. Com blocos começando até meses antes do período oficial, o clima de festa é constante e contagiante. No entanto, os foliões acabam, ainda que sem perceber, não tendo muita atenção à quantidade de lixo jogada no chão durante os eventos. Em Salvador, por exemplo, são recolhidas cerca de 1,5 toneladas a mais durante a semana de festas. Por isso, Encontramos e reunimos algumas dicas para ajudar a diminuir o tanto de resíduos gerados durante o feriado que mais marca a imagem do nosso país.

Enfeites carnavalescos como glitter e confete apesar de pequenos provocam grande impacto quando descartados em grandes quantidades. O glitter é um dos mais nocivos, já que é um microplástico que pode contaminar a água e os seres vivos que dependem dela, incluindo pessoas. O melhor jeito é optar por tipos de glitter e purpurina que sejam biodegradáveis que podem até ser feitos em casa com materiais bem acessíveis. Quanto ao confete, uma alternativa mais sustentável e econômica é usar furadores de papel e folhas de árvores encontradas pela sua vizinhança.

Além disso, é muito importante também evitar gerar lixo, então sempre tenha o seu copo reutilizável em mãos e procure levar água de casa para evitar comprar mais garrafas plásticas. Vale ressaltar que onde o lixo eventualmente gerado durante o bloco é jogado é de grande importância, uma vez que se for descartado no local incorreto, pode entupir bueiros e acabar indo para o mar.

Quanto às fantasias, procure usar o que você já tem em casa ou converse com amigos para ver se eles podem emprestar algo que você precise e vice-versa. Dessa forma, você economiza deixando de comprar materiais de artesanato que já geram um considerável impacto durante sua produção e pode até se desfazer de objetos em sua casa de uma maneira mais consciente.

Apesar do carnaval ser uma época de relaxamento e descontração, não se deve deixar de lado o pensamento sustentável durante essa semana, ainda mais por tal ideologia ainda não estar bem cimentada na rotina da maioria dos brasileiros. Portanto, quanto mais formas de se criar o hábito de conscientizar-se dos impactos que causamos durante nosso cotidiano, melhor será a qualidade de vida no ambiente urbano.

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