Saiba como neutralizar suas emissões de carbono

Gases do efeito estufa, como o CO2, são emitidos diariamente, seja por meio de viagens, uso de  ar-condicionado, consumo de energia e até mesmo através da geração de resíduos. A poluição gerada por esses gases favorece o aquecimento global e impacta negativamente a camada de ozônio.

A neutralização de carbono é uma forma de tornar sua empresa, evento ou produto neutro, ou seja, as emissões geradas por sua atividade são quantificadas e uma ação de compensação é realizada. 

Como é feita a compensação?

A principal forma de compensação é por meio do plantio de árvores, já que promove o sequestro carbono e também garante o reflorestamento e conservação de florestas. 

Quais seus benefícios?

Além de reduzir as emissões de CO2 na atmosfera, contribuindo para redução do aquecimento global e da degradação ambiental, a neutralização de carbono torna seu evento, empresa ou produto mais sustentável, impulsionando o marketing verde de seu negócio. 

Aliada ao seu poder de atrair novos clientes, a neutralização de carbono também funciona como uma forma de conscientizar e sensibilizar seu público-alvo acerca das questões ambientais. 

Por que neutralizar? 

Em uma pesquisa realizada pela Fiep (Federação de Indústrias do Estado do Paraná), ficou comprovado que 87% dos consumidores brasileiros preferem adquirir produtos de empresas sustentáveis. 

Grandes empresas, como a Volkswagen Caminhões e o banco Bradesco, já refletem essa tendência de mercado e têm desenvolvido ações de plantio para neutralizar suas emissões de carbono. 

Como saber se preciso neutralizar?

Os gases do efeito estufa são emitidos durante o ciclo de vida de um produto, de processos ou de serviços. Atividades como a queima de combustíveis fósseis, viagens de avião, consumo de qualquer natureza (alimentação, vestuário, entretenimento) e realização de eventos emitem carbono. Essas atividades podem ser realizadas por indivíduos, empresas e ONGs, o que torna todas essas entidades aptas para fazer uma neutralização de carbono.

Como fazer a neutralização de carbono?

A Âmbar Consultoria Ambiental Jr. oferece o serviço de neutralização de carbono pensado de forma personalizada para o seu negócio. Para saber como neutralizar as emissões de carbono emitidas por seu produto, evento ou sua empresa, entre em contato conosco e peça um diagnóstico gratuito. 

Quer saber como funciona? Confira nossos projetos já realizados aqui.

Descubra sobre a Poluição Ambiental das embalagens do e-commerce

Quando você pede um produto online, já parou para ver como ele estava embalado? Pensando na caixa, muito plástico, papel e papelão são alguns dos materiais empregados e, muita das vezes não tendo a sua destinação ambientalmente correta e contribuindo para poluição. 

Com o distanciamento social, o e-commerce brasileiro aumentou em 47% em Abril de 2020, conforme pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em parceria com a Konduto.

Todo esse boom da digitalização reflete na demanda por embalagens, onde as de papelão ondulado e papel, superaram a produção em 3.815.300 toneladas em 2020, de acordo com Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel).

E como frear essa pandemia de embalagens? Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, fabricantes aos consumidores são responsáveis por medidas de não geração à destinação correta dos resíduos. Dessa forma, veja a seguir 5 motivos para investir em um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) ou Gerenciamento de Resíduos Sólidos (GRS):

1: Minimiza a geração na fonte

É importante que o projeto promova em primeiro plano iniciativas de não geração e/ou redução de resíduos, para que a pressão sobre os recursos naturais e custos com tratamento final decresçam. Um design mais ecológico e melhor dimensionamento das embalagens pelos fabricantes e, a possibilidade de reutilização de embalagens por consumidores para outros fins, são algumas ações possíveis.

2: Fortalece ações ambientais

Através de ações educativas que engajam os geradores, a política de reciclagem pode ser fortalecida. A destinação de recicláveis para Cooperativas de Catadores, bem como o uso de aplicativos como o Cataki, promove a geração de renda e maior dignidade desses trabalhadores que tem papel fundamental na gestão de resíduos. Uma outra ação é o Programa Light Recicla, em que seus recicláveis valem desconto na tarifa de energia elétrica. Outras podem ser desenvolvidas na rotina do estabelecimento.

3: Estabelece uma rotina personalizada

Em cada local, encontramos pessoas com diferentes costumes e rotinas. A elaboração de um plano deve buscar um denominador comum, que se alinhe com a logística local. Definir os responsáveis pela separação ao armazenamento dos resíduos, empresas de coleta e quais ações ambientais alternativas são possíveis, permite que os processos tenham maior eficiência.

4: Aumenta a sua receita

Você sabia que mais de 70% dos clientes brasileiros esperam que as empresas não agridam o meio ambiente? (Instituto Akatu e GlobeScan, 2020). Dessa forma, realizar corretamente o gerenciamento dos resíduos não somente causa o impacto positivo no meio como promove um marketing verde genuíno, atraindo investimentos. Além disso, permite a reutilização destes resíduos nos processos internos do estabelecimento e evita multas e sanções aplicáveis pelos órgãos fiscalizadores, assim reduzindo custos.

5: Promove a Educação Ambiental

Um projeto ambiental torna-se completo com a integração dos envolvidos nas ações educativas. Além de permitir a eficiência contínua do plano, as pessoas trocam aprendizados e desenvolvem a consciência ambiental, além disso tornam-se multiplicadores das iniciativas para a sua comunidade. Política dos 3R’s, Economia Circular e Coleta Seletiva são alguns dos temas que podem ser desenvolvidos através de materiais instrutivos e oficinas.

Quer gerenciar os resíduos do seu estabelecimento ou seu condomínio corretamente? Acesse aqui sobre o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e o Gerenciamento de Resíduos Sólidos e saiba mais qual o projeto ideal para você com a Âmbar!

Fontes que ajudaram na construção desse texto

https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/e-commerce-brasileiro-cresce-abril-coronavirus/

https://www.istoedinheiro.com.br/com-retomada-da-indstria-e-vendas-de-embalagens-setor-cresce-55-em-2020/

https://www.akatu.org.br/releases/conheca-os-principais-resultados-da-pesquisa-vida-saudavel-e-sustentavel-2020-realizada-pelo-instituto-akatu-e-globescan/

https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/e-commerce-aumento-embalagens-coleta/

5 Motivos para investir em Educação Ambiental nas escolas

A lei nº 9.795/99 instituiu a PNEA – Política Nacional de Educação Ambiental de forma obrigatória em todos os níveis de ensino, devendo ser aplicada desde a educação infantil. Essa obrigatoriedade é de suma importância no ensino brasileiro, já que educação ambiental é uma ferramenta capaz de promover uma discussão interdisciplinar sobre o papel dos indivíduos em sua relação com a natureza. 

Apesar de ser reconhecida na legislação brasileira, a Educação Ambiental é muito deixada em segundo plano ou não é explorada em toda sua potencialidade. Esse cenário vai de encontro à tendência de tecnologias sustentáveis vistas atualmente, como energia fotovoltaica, neutralização de carbono e entre outras, que buscam formas de desenvolvimento sem comprometer o meio ambiente.

Além de contribuir para o desenvolvimento sustentável, a educação ambiental em escolas pode oferecer muitos benefícios que vão muito além da sala de aula. Veja aqui 5 motivos para investir nessa prática:

1: Possibilita ver na prática o impacto das mudanças de hábitos

A educação ambiental permite aos alunos ter uma postura ativa no processo de aprendizado. Por meio de vídeos, fotos ou saídas de campo para ambientes como parques, rios e mar, é possível estimular a percepção do impacto, tanto positivo quanto negativo, das ações humanas nesses ambientes. Atividades interativas e exemplos práticos, são fundamentais para que criança e/ou adolescente se veja como parte do ambiente em que vive e reconheça sua responsabilidade em torná-lo um lugar melhor. Para exercitar a educação ambiental, atividades como trabalhos, apresentações e elaboração de cartazes ajudam a fixar os conhecimentos adquiridos e colocam o aluno como protagonista no estudo sobre as questões ambientais.

2: Promove a Interdisciplinaridade

Apesar de muitas vezes a educação ambiental ser tratada como um assunto ligado  à disciplina de biologia, todas as disciplinas encontram-se relacionadas às questões ambientais e podem contribuir para que ela seja trabalhada de forma mais completa.

“Como as questões ambientais aparecem na história?” , “Como a matemática pode ser vista na natureza?”, “Como nossa comida influencia o meio ambiente?”, esses são alguns questionamentos que a educação ambiental pode propor para que essa prática seja explorada em toda sua totalidade e indo além de conceitos engessados que acabam se tornando desinteressantes para os alunos.

3: Integra a comunidade

Havendo possibilidade, podem ser  promovidas ações em prol do meio ambiente que envolvam toda comunidade escolar, incluindo os pais, professores e demais funcionários. Horta na escola, feira de ciências, oficinas e plantio de mudas, são algumas maneiras de levar a educação ambiental além dos alunos, permitindo uma rica troca de experiência entre a comunidade e estreitando a relação entre família e escola.

4: Desenvolve responsabilidade socioambiental

A partir do que está sendo ensinado, a Educação Ambiental estimula o pensamento crítico nas crianças e/ou adolescentes. A reflexão acerca das questões ambientais motiva os alunos a agirem e tomarem iniciativa de fazer algo a partir do que foi ensinado. O desenvolvimento da responsabilidade socioambiental é muito importante para formação de cidadãos conscientes do seu papel na sociedade. Dessa forma, a educação ambiental pode ir além e incentivar os alunos a desenvolverem projetos que oferecem soluções para problemas ambientais na sua comunidade.

5: Diferencial no mercado

É crescente entre os responsáveis, a busca por escolas com uma grade curricular diversificada. Nesse cenário, a Educação Ambiental além de seguir a obrigatoriedade prevista na legislação brasileira, também é capaz de destacar uma escola das demais no mercado. Ao trabalhar diretamente as questões ambientais em seu dia-a-dia, a instituição de ensino deixa claro seu compromisso em formar cidadãos responsáveis e conscientes do seu papel na natureza.

Como você pode ver, os benefícios da Educação Ambiental para uma escola vão muito além do que o ganho ambiental, já que ela também contribui para o desenvolvimento dos alunos e garante um diferencial para a instituição frente às demais. Cabe ressaltar, que para atingir toda a sua potencialidade, a educação ambiental deve ser desenvolvida por profissionais qualificados e precisa levar em consideração as particularidades de cada público-alvo. 

A Âmbar conta com um time pronto para levar a Educação Ambiental para sua escola! Entre em contato conosco para saber mais sobre. Não se preocupe, também realizamos esse projeto de forma adaptada e personalizada para empresas em geral com variados públicos-alvos. 

Confira aqui nossos serviços de Educação Ambiental: Educação Ambiental e Educação Ambiental Online.

Reduza o seu gasto com eletricidade com essas 5 dicas infalíveis

Segundo a Pesquisa sobre Racionamento de Água e Consumo de Energia Elétrica do SEBRAE (2018), a energia elétrica pode representar mais de 20% dos custos de produção de micro e pequenas empresas. E a FIRJAN afirma que nas indústrias esse percentual pode chegar a mais de 40%.

Porém, esse mesmo estudo do SEBRAE, mostra também que 50% dos empreendedores fizeram ações para reduzir o gasto com eletricidade, disponibilizando capital para ser investido em outros setores do seu negócio. Esse artigo contém X dicas para que você também possa reduzir o custo da conta de luz.

  1. Aproveite ao máximo a luz natural 

Para aumentar a iluminação proporcionada pela luz do sol há várias estratégias pertinentes. Uma delas é a instalação de claraboias e domus, aberturas no teto que podem iluminar até oito vezes mais do que uma janela do mesmo tamanho. 

 A escolha da cor das paredes também pode alterar a iluminação do espaço, cores mais claras refletem a luz, enquanto as mais escuras a absorvem, fazendo com que cores pastéis, mais próximas do branco, sejam ideais para o aproveitamento da luz que entra no espaço.

Em lugares fechados e de pouca circulação, como o banheiro, é possível instalar sensores de presença, reduzindo drasticamente o tempo de uso e em espaços onde há interruptor manual, é uma forma de evitar contato desnecessário.

  1. Fique de olho nos eletrodomésticos

O selo do Programa de Conservação de Energia Elétrica assinala eletrodomésticos que tenham índice alto de eficiência energética. Equipamentos como ar-condicionado e geladeira podem ser responsáveis pela maior parte da conta de luz, investir em um mais eficiente pode resultar numa redução significativa da conta de luz.

Se houver geladeira, evite abrir constantemente a porta. Quando a porta da geladeira está aberta, o ar frio de dentro vai para fora, fazendo com que a temperatura interna da geladeira aumente e tenha que resfriar novamente, gastando mais energia. 

  1. Garanta o isolamento térmico do espaço

Uma maneira de gastar menos na climatização de um espaço, é fazendo um bom isolamento térmico. Dessa forma você impede que o ambiente troque calor com o meio externo, conservando sua temperatura por mais tempo. Isso significaria gastos menores com o ar-condicionado, que para muitos negócios é um dos vilões da conta de luz.

  1. Instalação de painéis solares

Se popularizando cada vez mais, a geração individual de energia solar é uma grande alternativa para reduzir os custos com a conta de luz. Demanda um investimento inicial elevado, mas a longo prazo é uma alternativa econômica e ecológica, evitando também a falta de luz em momentos de falha da rede.

  1. Fazer uma consultoria de eficiência energética 

Numa consultoria de eficiência energética há uma análise completa e personalizada da sua operação, levando em conta cada particularidade do seu negócio. Uma consultoria pode ser um divisor de águas para como você encara o gasto com eletricidade.

Se interessou? Faça um diagnóstico gratuito conosco.

Novo iphone 12 e o meio ambiente:

O novo e tão esperado Iphone 12 chegou trazendo muitas novidades e com maior preocupação em relação ao meio ambiente. A Apple planeja que até o ano de 2030, seus produtos sejam feitos inteiramente com energia limpa e pretendem repensar seu modelo de produção, usando materiais e processos com baixa emissão de carbono para a produção de seus aparelhos. E essas medidas já começaram a ser adotadas na produção e planejamento do novo Iphone 12. 

Um de seus passos rumo a uma produção mais sustentável, foi à adoção da tecnologia do chip A14 Bionic que reduz em 30% o consumo de bateria e o acabamento traseiro dos seus aparelhos que foram escolhidos com base em pesquisas feitas pela empresa, com a finalidade de dar prioridade para materiais recicláveis e renováveis. Sendo assim, os modelos mais simples possuem acabamento traseiro com material metálico, os modelos Iphone 12 e Iphone 12 mini com acabamento em alumínio e os modelos Pro utilizariam material de aço inoxidável.

E a grande novidade, que chocou muito de seus consumidores, foi a retirada dos acessórios como fones de ouvido e carregador, reduzindo o tamanho da embalagem para comportar apenas o aparelho e um cabo lightning para USB-C. Segundo Lisa Jackson, vice-presidente de Meio Ambiente, Política e Iniciativas Sociais, o fim do carregador na caixa visa amenizar o impacto ambiental da produção dos aparelhos da empresa. Segundo ainda um relatório ambiental produzido pela Apple, disponível para consulta no site da Apple, a empresa afirma que todo o ciclo do Iphone 12, incluindo a produção, empacotamento, envio, uso e reciclagem gerará emissões de 70kg de carbono, um benefício de 2,85% menos emissão de CO2 em comparação com seu último lançamento o Iphone 11.

Porém, a empresa está sendo muito otimista em pensar que todos os seus compradores terão à disposição um carregador com conexão USB-C, que permita o uso do único acessório o cabo lightning para USB-C, já que apenas a linha Iphone 11 oferece um carregador com conexão USB-C, enquanto todos os outros modelos ainda mantêm a entrada USB-A. O que seria um grande problema e terminaria obrigando a maioria dos seus consumidores, a adquirir um carregador e possivelmente um fone à parte, o que nos leva a outra discussão, pois a Apple “coincidentemente” já oferece para venda na forma do novo adaptador de 20W que permitiria o uso do cabo lightning USB-C e manteria seus consumidores dentro do seu domínio e estimularia o consumismo, pois seria mais um item a ser adquirido ao invés de ser simplesmente oferecido conjuntamente. 

Além disso, mesmo com o alto consumo de energia, a empresa preferiu adotar a tela de 120 Hz, o que seria útil para aprimorar a experiência com games que são os aplicativos que rendem milhões no iOS e que é um dos principais serviços da empresa oferecido no Apple Arcade, que traz um catálogo de jogos premium por uma mensalidade fixa.

Fontes:
https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/08/31/iphone-12-tudo-o-que-esperar-do-novo-lancamento-da-apple.htm

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/08/31/iphone-12-tudo-o-que-esperar-do-novo-lancamento-da-apple.htm

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/08/31/iphone-12-tudo-o-que-esperar-do-novo-lancamento-da-apple.htm

https://www.tudocelular.com/mercado/noticias/n165049/iphone-12-o-que-muda-com-ausencia-do-carregador.html#:~:text=Conforme%20explicou%20Lisa%20Jackson%2C%20vice,carb%C3%B4nico%20(CO2)%20na%20atmosfera

https://www.apple.com/br/environment/

Dia Mundial dos Oceanos: O Branqueamento dos Corais

Hoje é o Dia Mundial dos Oceanos, mas infelizmente temos poucas razões para comemorar. Nos últimos meses, em meio ao caos da pandemia do Coronavírus, inúmeras notícias passaram despercebidas, mas uma situação recorrente chamou a nossa atenção. Outra epidemia se alastra pelo litoral do Nordeste, numa região que vai do Rio Grande do Norte ao norte da Bahia. Resultado de uma duradoura onda de calor marinha, associada a uma anomalia de ventos, os corais do Nordeste vem sofrendo um branqueamento em massa. A intensidade desse fenômeno está diretamente relacionada ao aquecimento global e ao super aquecimento dos oceanos. 

Poucos sabem mas os corais são animais marinhos, que para sobreviver fazem uma associação simbiótica com microalgas que vivem em seus tecidos, as zooxantelas. Além de darem ao coral sua coloração variada e vibrante, essas microalgas são sua fonte de oxigênio e responsáveis por 70% de sua alimentação. Quando a temperatura da água aumenta, essas microalgas começam a se multiplicar demais e acabam incomodando os corais que, por sua vez, começam as expulsá-las, que deixam para trás um tecido transparente e um esqueleto branco. 

Muitos veem o aquecimento global como se fosse uma questão estritamente relacionada ao ar, e acabam pensando se um aumento de 1 ou 2 graus na temperatura do planeta é realmente relevante. O que a maioria das pessoas não sabe é que 93% do calor que fica retido na atmosfera é absorvido pelo oceano. Quando falamos sobre o oceano, é como se a temperatura do nosso próprio corpo estivesse aumentando, e se ela aumenta de 1 a 2 graus por um longo período de tempo, pode ser fatal. O branqueamento dos corais é uma resposta ao estresse, assim como a febre nos humanos. Portanto, pode ser entendida como uma doença ambiental. 

De acordo com o documentário “Em busca dos Corais” realizado pela organização “Chasing Coral”, nos últimos 30 anos nós perdemos 50% dos corais do mundo. Isso é um verdadeiro desastre, dado que  25% de toda a vida marinha depende dos recifes de corais. Mas não apenas a vida marinha será afetada, pois de 0,5 a 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo têm nos recifes a sua principal fonte de alimentação. Os recifes de corais formam grandes barreiras que nos protegem contra grandes ondas e ciclones. Além disso, muitos dos remédios que surgem para curar doenças humanas vêm do mar, principalmente medicamentos de combate ao câncer. “Há tantas coisas que aindas não sabemos e que podem ajudar a sociedade, por meio de componentes químicos que achamos nos corais.”

Em 2016, essa mesma organização acompanhou a morte de 29% da Grande Barreira de Corais na Austrália. Com o rumo que vem tomando o aquecimento dos oceanos, em cerca de 25 anos as águas ficarão quentes demais para os recifes sobreviverem, eles branquearão a cada ano e podem não se recuperar. Mas é importante ressaltar que não é tarde demais para os recifes de corais e os demais ecossistemas. Ainda é possível reduzir a taxa de mudança climática. 

Segundo Guilherme Longo, pesquisador do departamento de Oceanografia e Limnologia da UFRN, o branqueamento dos corais funciona como uma febre: é um sintoma de que algo está errado, mas que se a situação mudar, ele se recupera. Portanto, é reversível. É com essa esperança de recuperação que o pesquisador está à frente do projeto “De Olho nos Corais” que prega a importância da ciência cidadã em que cidadãos comuns participam da coleta de dados científicos. Assim, qualquer pessoa que vir um coral e tiver a chance de fotografá-lo poderá compartilhar o registro através das redes sociais. 

“Dessa forma conseguimos analisar a saúde dos corais em outras regiões e garantimos um monitoramento amplo. Para isso, o envolvimento das pessoas é importantíssimo e nesse sentido o turismo se faz peça fundamental. Esse conhecimento gera uma mudança no comportamento das pessoas. É o famoso conhecer para conservar.”

Conheça um pouco mais sobre essas lindas iniciativas!

www.chasingcoral.com

https://www.instagram.com/deolhonoscorais/

Assista ao documentário “Em Busca dos Corais”

https://www.youtube.com/watch?v=aGGBGcjdjXA

Fontes:

Pesquisadores da UFPB alertam sobre branqueamento de corais no Seixas e Bessa, em João Pessoa

Mergulhadores registram branqueamento de corais em Fernando de Noronha

Branqueamento massivo dos corais preocupa pesquisadores do Rio Grande do Norte

https://projetocolabora.com.br/ods13/corais-do-nordeste-tem-branqueamento-em-massa/

Dia Mundial do Meio Ambiente: Desmatamento na Amazônia atinge nível recorde

História

Hoje, 05 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi criada pela ONU no ano de 1972 na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano realizada em Estocolmo. O dia foi instituído com o objetivo de chamar atenção para os problemas ambientais e para preservação dos recursos naturais que eram vistos até então como inesgotáveis. 

Em 2020, 48 anos depois, essa data tem mais relevância do que nunca, já que no primeiro semestre deste ano o desmatamento na Amazônia atingiu nível recorde.  

A situação da Amazônia Brasileira

Estima-se um aumento de 51% do desmatamento na Amazônia Legal em relação aos três primeiros meses de 2019, um recorde para o período desde que o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) adotou a metodologia atual, há 5 anos. Os 796 km² desmatados no trimestre são o equivalente a quase 80 mil campos de futebol oficiais e são um reflexo das políticas públicas anti-ambientais que diminuem a proteção da Amazônia.

Os povos indígenas são os mais afetados 

Grande parte desse desmatamento é provocado por madeireiros, grileiros e garimpeiros e atinge as terras indígenas. Dados do sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que nos quatro primeiros meses de 2020 os alertas de desmatamento em terras indígenas da Amazônia brasileira aumentaram 64% em comparação ao mesmo período do ano passado. Além de representar uma ameaça à cultura dos habitantes originários do país, as invasões desses territórios são uma porta de entrada para que o coronavírus chegue a essas comunidades, aumentando os riscos de genocídio dessa população. 

Enquanto isso “passamos a boiada”…

Nesse quadro de  destruição da maior reserva em termos de biodiversidade do planeta, as decisões do governo de Jair Bolsonaro seguem fragilizando as políticas de controle ambiental e precarizando o aparato nacional para proteção de povos indígenas no Brasil. Dentre as medidas tomadas, destaca-se a exoneração de profissionais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsáveis por operações contra garimpeiros e madeireiros ilegais na Amazônia e o congelamento nas demarcações de terras indígenas. 

E para completar, recentemente na reunião interministerial ocorrida no dia 22 de abril, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sugeriu que o governo aproveitasse o foco da imprensa na cobertura da pandemia do novo coronavírus para “passar a boiada”. A expressão significa na verdade promover mudanças nas regras ligadas à proteção ambiental e à área de agricultura, evitando assim críticas e processos na Justiça.

Fica claro que o Brasil segue na contramão das ideias defendidas na Conferência de Estocolmo e não vêm avançando para atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela ONU. Destaca-se aqui o objetivo de número 15 que estabelece o compromisso de proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade. 

O que fazer para reverter esse quadro?

Tendo em vista esse cenário desolador, não há muito o que comemorar no dia mundial do meio ambiente. Mas podemos usar essa data para refletir como nossas ações verdadeiramente afetam a natureza e usar tudo o que está acontecendo como oportunidade de nos informarmos e agirmos pela visibilidade da floresta. É preciso reconhecer que não somos meramente espectadores do meio ambiente, fazemos parte dele e, por isso, é nosso dever preservá-lo.

O dia 05 de junho é um lembrete de que nosso compromisso com o meio ambiente vai muito além de escolhas conscientes e mudanças de hábitos, devemos nos opor ativamente às injustiças e ameaças sofridas pelo meio ambiente e cobrar mudanças em nossas legislações e nas estruturas da nossa sociedade. 

Participar de mobilizações e campanhas, assinar petições, apoiar marcas que produzem de forma sustentável, reduzir o consumo de carne, fazer doações para instituições a favor da preservação e apoiar a resistência dos povos indígenas são só algumas das muitas ações que você pode tomar para ajudar nosso meio ambiente. 

 

Referências:

https://www.oeco.org.br/noticias/desmatamento-na-amazonia-atinge-nivel-recorde-no-primeiro-trimestre-de-2020/ http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=5147

https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-mundial-do-meio-ambiente-ecologia.htm

https://www.greenpeace.org/brasil/blog/desmatamento-em-terras-indigenas-aumenta-64-nos-primeiros-meses-de-2020/

https://www.brasildefato.com.br/2020/03/02/desmatamento-na-amazonia-e-maior-em-territorios-com-povos-indigenas-isolados

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2020/05/22/interna_politica,857521/salles-sugere-aproveitar-foco-da-imprensa-na-covid-para-passar-boiada.shtml

https://www.greenpeace.org/brasil/blog/ricardo-salles-deve-ser-retirado-imediatamente-do-ministerio-de-meio-ambiente/ https://nacoesunidas.org/conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/

https://www.cartacapital.com.br/opiniao/10-acoes-praticas-para-ajudar-a-salvar-a-amazonia-e-a-voce-mesmo/

Covid-19 e o Meio Ambiente: Uma Vivência Integrada

Lavar as mãos mais vezes e corretamente, cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir além de evitar o contato social. Essas são algumas medidas que podem ser feitas pela sociedade para frear a disseminação da doença que instalou uma pandemia sem pedir licença: a Covid-19. 

O tema também provoca reflexões de como o ser humano enxerga o meio ambiente: seria parte integrante dele ou algo externo? A relação socioambiental com o vírus é direta, visto que o mesmo é enquadrado como uma zoonose, ou seja, doença transmitida entre animais e humanos. E de acordo com o PNUMA, 75% de todas as doenças infecciosas emergentes são zoonóticas, isso sendo, principalmente, reflexo da invasão e destruição humana nos ecossistemas.

Mas não é de hoje que a quebra do ciclo natural vêm mostrando diversos impactos, quem não se recorda de consequências de doenças como Febre Amarela e H1N1? Semelhante à situação atual, a alteração dos hábitos sociais daquela época gerou diversos impactos ambientais, confirmando uma vivência integrada. 

Segundo pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York, as emissões de CO vindos de automóveis diminui 50% em comparação ao ano passado, e na China as emissões de CO2 reduziram em 25% em apenas duas semanas. Também de acordo com o relato de inúmeros sismólogos, a paralisação acarretou a diminuição dos ruídos sísmicos, o que auxilia na pesquisa e mapeamento mais claro das zonas que sofrem com tremores, por exemplo.

A suspensão da navegação dos barcos no canal de Veneza, na Itália, também fez com que a poluição das águas reduzisse bem como tornam-se menos turvas. Já na Tailândia, próximo ao santuário de Prang Sam Yot, que recebe anualmente inúmeros turistas que alimentam macacos da região, estes acabaram guerriando em busca de alimentos para se nutrir.

A dinâmica instalada para controle da pandemia também é um fator de interação ambiental. Cresce a geração de resíduos hospitalares e domésticos, o que torna essencial a gestão correta destes, somam-se a isso o aumento do gasto de energia e água em domicílios. Em contrapartida, com a paralisação de grandes geradores de resíduos, agentes de coleta ficam sem insumo e prejudicados, como os catadores. Já o saneamento básico ineficiente em muitas áreas periféricas do Brasil também agrava o risco de transmissão do vírus.

Há preocupação com a redução populacional de primatas visto que estes são muito suscetíveis à doenças infecciosas de acordo com Johannes Refisch, diretor e coordenador do Programa da ONU “Great Apes Survival Partnership”. Outro fator preocupante é o aumento do desmatamento na região brasileira Amazônica, subindo 30% em março em relação ao mesmo mês de 2019 (INPE), visto que há diminuição da fiscalização e como consequência até mesmo disseminação de zoonoses futuras por modificações na dinâmica ambiental.

O bem-estar do indivíduo além da proteção animal e ecossistêmica são fundamentais para o fortalecimento do meio ambiente, visto que são peças integrantes do mesmo. Dessa forma, repensar o nosso estilo de vida, buscando incluir ações sustentáveis, é a chave para o equilíbrio visto que decréscimos pontuais devem ser transformados em medidas de longo prazo. 

Lembre-se: Seja solidário, lave as mãos corretamente – tenha consumo consciente de água – e evite o contato social – se puder, é pelo bem do meio ambiente!

Para saber mais sobre o Covid-19 e o Meio Ambiente, dê uma olhada nos sites abaixo, nos quais nos inspiramos para fazer este post:

GIMENES, Erick. Ação humana contra o meio ambiente causou a pandemia do coronavírus, diz pesquisador. Brasil de Fato, 2020. Disponível em: <https://www.brasildefato.com.br/2020/03/18/acao-humana-contra-o-meio-ambiente-causou-a-pandemia-do-coronavirus-diz-pesquisador>. Acesso em: 8 de Abril de 2020.

CARBINATTO, Bruno. Poluição atmosférica cai mundo afora com a pandemia de Covid-19. Super Interessante, 2020. Disponível em: < https://super.abril.com.br/ciencia/poluicao-atmosferica-cai-mundo-afora-com-a-pandemia-de-covid-19/>. Acesso em: 8 de Abril de 2020.

CORREIO BRAZILIENSE. Covid-19: Macacos brigam por comida após sumiço de turistas na Tailândia. Correio Braziliense, 2020. Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2020/03/13/interna_mundo,834122/covid-19-macacos-brigam-por-comida-apos-sumico-de-turistas-na-tailand.shtml>. Acesso em: 8 de Abril de 2020.

SASSON, Jean Marc. Impactos socioambientais do Covid-19: de onde surgiu e para onde vamos?. DireitoAmbiental.Com, 2020. Disponível em: <https://direitoambiental.com/impactos-socioambientais-do-covid-19-de-onde-surgiu-e-para-onde-vamos/>. Acesso em: 8 de Abril de 2020.

ONU. Gestão de resíduos é vital para combater COVID-19. Organização das Nações Unidas, 2020. Disponível em: <https://www.unenvironment.org/pt-br/noticias-e-reportagens/comunicado-de-imprensa/gestao-de-residuos-e-vital-para-combater-covid-19>. Acesso em: 8 de Abril de 2020.

ANDERSEN, Inger. Declaração do PNUMA sobre o COVID-19. Organização das Nações Unidas, 2020. Disponível em: <https://www.unenvironment.org/pt-br/noticias-e-reportagens/statement/declaracao-do-pnuma-sobre-o-covid-19>. Acesso em: 8 de Abril de 2020.

REFISCH, Johannes. COVID-19 pode ameaçar a conservação de primatas. Organização das Nações Unidas, 2020. Disponível em: <https://www.unenvironment.org/pt-br/noticias-e-reportagens/reportagem/covid-19-pode-ameacar-conservacao-de-primatas>. Acesso em: 8 de Abril de 2020.

BBC News Mundo. Como as medidas contra o coronavírus estão fazendo a Terra vibrar menos. BBC Brasil, 2020. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/geral-52185577>. Acesso em: 8 de Abril de 2020.

SPRING, Jake. Coronavírus não detém madeireiros e desmatamento no Brasil aumenta. Investing, 2020. Disponível em: <https://br.investing.com/news/coronavirus/coronavirus-nao-detem-madeireiros-e-desmatamento-no-brasil-aumenta-736896>. Acesso em: 8 de Abril de 2020.

8 de Março: Dia Internacional da Mulher

Você sabia que as mulheres são mais afetadas pela devastação do meio ambiente do que os homens? Segundo o artigo Feminist Environmental Philosophy, são principalmente as mulheres pobres da zona rural de países subdesenvolvidos que sofrem, de forma desproporcional, com os prejuízos decorrentes de problemas ambientais como desmatamento, poluição da água e toxinas ambientais.

Ironicamente, são as mulheres que têm menos responsabilidade na devastação do meio ambiente.  Justamente por ganharem menos, as mulheres em geral têm um papel menor na contaminação e destruição dos ecossistemas.

Essa conexão entre feminismo e ambientalismo compõe a base do ecofeminismo, um movimento que busca o equilíbrio entre o ser humano e a natureza, fomentando a colaboração ao invés da dominação e respeitando todas as formas de vida.

O ecofeminismo, também chamado feminismo ecológico, é o ramo do feminismo que examina as conexões entre as mulheres e a natureza, enfatizando a forma como tanto a natureza como as mulheres são tratadas pela sociedade patriarcal.  

O movimento ecofeminista moderno nasceu de uma série de conferências e oficinas realizadas nos Estados Unidos por uma coalizão de mulheres acadêmicas e profissionais durante o final dos anos 70 e início dos anos 80.

 Elas se reuniram para discutir as formas pelas quais o feminismo e o ambientalismo poderiam ser combinados para promover o respeito pelas mulheres e pelo mundo natural e foram motivadas pela noção de que um longo precedente histórico de associação das mulheres à natureza havia levado à opressão de ambos.

Elas observaram que, ao longo da história, as mulheres e a natureza eram frequentemente retratadas como caóticas, irracionais e necessitadas de controle, enquanto os homens eram frequentemente caracterizados como racionais, ordenados e, portanto, capazes de dirigir o uso e o desenvolvimento das mulheres e da natureza.

As ecofeministas afirmam que este arranjo resulta numa estrutura hierárquica que concede poder aos homens e permite a exploração das mulheres e da natureza, particularmente na medida em que as duas estão associadas uma à outra.

Uma das fundadoras do ecofeminismo, a teóloga Rosemary Ruether, insistiu que todas as mulheres devem reconhecer e trabalhar para acabar com o domínio da natureza se quiserem trabalhar para a sua própria libertação.

Ela exortou mulheres e ambientalistas a trabalharem juntas para acabar com os sistemas patriarcais que privilegiam hierarquias, controle e relações socioeconômicas desiguais.

Para saber mais sobre o ecofeminismo, dê uma olhada nos sites abaixo, nos quais nos inspiramos para fazer este post:

https://www.politize.com.br/o-que-e-ecofeminismo/

https://www.britannica.com/topic/ecofeminism/Ecofeminisms-future

Crise da Água no Rio de Janeiro

Nas últimas semanas, moradores de diversos bairros da cidade do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense vêm reclamando da qualidade da água distribuída pela Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro). Eles afirmam que a água está turva e com cheiro forte, além de estar apresentando um gosto “estranho”.

A Cedae emitiu um certificado no dia 9 que informava que o problema era resultado da presença de geosmina na água – substância orgânica produzida por algas. Apesar de alterações na cor e cheiro, a empresa garante que a água está dentro dos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde e própria para o consumo, não oferecendo risco para saúde. Para lidar com a situação, a Cedae informou que adotaria o uso de carvão ativado em caráter permanente na estação de tratamento para reter a geosmina presente nas águas.

Vale ressaltar que apesar de a Cedae afirmar que a mudança na água não representa riscos à saúde, essa situação levanta um questionamento sobre as causas ambientais que levaram a grande proliferação das algas produtoras da geosmina. 

Em nota técnica divulgada pela UFRJ, professores de diversos departamentos relacionados a ecologia aquática, recursos hídricos, saneamento e saúde pública alertam que a geosmina encontrada na água não é tóxica, mas pode indicar problemas na qualidade da água bruta utilizada para o abastecimento. 

Além disso, o documento concluiu que há uma ameaça à segurança hídrica da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, já que há lançamento de esgoto nos afluentes do Rio Guandu. Só os municípios de Nova Iguaçu e Queimados despejam 56 milhões de litros de matéria orgânica por meio de seus afluentes, esse valor é o equivalente a 22 piscinas olímpicas. Tendo em vista o crescimento populacional e a ocupação urbana desordenada, eventos como esse de queda na qualidade da água para consumo humano tendem a aumentar. 

O cenário ainda se mostra mais caótico, já que o Comitê da Bacia Hidrográfica do Guandu estima serem necessários 2,2 bilhões de reais em investimentos para recuperar a bacia. Além disso, a Agência Nacional de Águas (ANA) avaliou que o Estado do Rio teria de aplicar aproximadamente 11 bilhões de reais para universalizar o tratamento de esgoto até 2035.

Nesse contexto, fica claro que muitas vezes a água que chega até sua casa ou estabelecimento pode não ter padrões saudáveis para o consumo humano. Para esses casos, a Âmbar Consultoria Ambiental Jr. dispõe do serviço de Análise de Água que certifica se sua água atende aos padrões da legislação vigente. Entre em contato conosco e saiba mais sobre esse serviço.